sábado, 29 de junho de 2013

Violência é não dar bola para a Educação no Brasil. Educar a população é para corajosos!

Universitários desconhecem onde fica o Canal da Mancha oou não sabem a capital de Santa Catarina!

Enquanto os grandes "filósofos educadores" discutem a questão em seus gabinetes, estamos ficando para trás em relação aos outros países em questões básicas!



A Experiência espanhola
Fonte: Jornal da Ciência - da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência


A reforma da educação espanhola, que hoje garante acesso ao ensino médio a 79,5% dos jovens entre 15 e 19 anos, começou na década de 1970



Acesso à escola, eqüidade e qualidade constituem o tripé do sistema de educação espanhol construído nos últimos vinte e cinco anos, disse nesta terça-feira, o professor de Teoria e História da Educação, na Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, Alejandro Tiana, ao relatar a experiência do seu país no encerramento do Seminário Internacional sobre Educação, Ciência e Tecnologia como Estratégias de Desenvolvimento, promovido pela Unesco, em Brasília.

A reforma da educação espanhola, que hoje garante acesso ao ensino médio a 79,5% dos jovens entre 15 e 19 anos, começou na década de 1970, num processo de abertura restrita ainda sob o governo de Augusto Franco.

Depois da morte do ditador, em 1975, as forças democráticas construíram o Pacto de Moncloa, celebrado entre o governo, os partidos políticos e os sindicatos, que deu impulso às reformas.

Foi o pacto que permitiu multiplicar por dois o orçamento da educação pública entre 1977 e 1980 e registrar na história do país decisões importantes como a dos trabalhadores que abriram mão de receber aumentos salariais para garantir a cota da educação no orçamento do Estado.

Para o professor Alejandro Tiana, o que viabilizou o avanço na Espanha foi a importância atribuída pelo governo e pela sociedade à educação como política pública.

Acesso - Quando a Espanha começou seu processo de redemocratização, a partir de 1975, o ensino básico obrigatório era para crianças de 6 a 14 anos.

De 1982 a 1996, explica Alejandro Tiana, sob o governo socialista, a Espanha tornou obrigatório o ensino fundamental dos 6 aos 16 anos e a educação infantil a partir dos 3 anos.

Ao mesmo tempo, o Estado espanhol investiu na busca da qualidade, com ações como a revisão dos currículos e formação continuada de professores.

Hoje, os professores espanhóis têm horários reduzidos, mas com dedicação exclusiva. Os do ensino fundamental trabalham 25 horas semanais e os do ensino médio de 18 a 20 horas semanais, o que lhes garante qualidade de vida e permanência no magistério.

A formação continuada é outro atrativo da carreira. Quanto maior a formação, mais salário, diz Tiana. Mas esses incentivos também são acompanhados de avaliações que são feitas periodicamente pelo Instituto de Avaliação da Qualidade da Educação.

A reforma introduziu também a eleição direta dos diretores das escolas, que são escolhidos por professores, pais e alunos. 'Na Espanha, a educação é uma responsabilidade compartilhada, que atingiu níveis importantes, mas que precisa continuar se aprimorando', conclui o professor Alejandro Tiana.
(Ionice Lorenzoni, da Assessoria de Comunicação do MEC) 

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